domingo, 17 de fevereiro de 2013

Trabalhando com reportagem e questionamentos


Qual a maior inovação?

Para a humanidade, a machadinha de pedra lascada foi muito mais revolucionária que o iPhone. Temos a sensação de viver num mundo de inovações cada vez mais rápidas, mas a verdade é que estamos num período de seca criativa.

     Se você acompanha ao menos de longe as novidades tecnológicas, é provável que tenha usado, nos últimos anos, um telefone celular capaz de acessar a internet, gravar vídeos e mostrar sua localização. Há grandes chances de você ter experimentado o Facebook, o Twitter e o YouTube. Mais recentemente, talvez tenha manipulado um tablet ou leitor de livros digitais. Essas invenções são todas úteis, divertidas e facilitam a vida. Mas você chamaria alguma delas de revolucionária? Compare-as com as façanhas tecnológicas esperadas desde o século passado, como colônias humanas em Marte e na Lua, missões tripuladas a Saturno, inteligência artificial, carros voadores acessíveis, androides que imitam humanos e expectativa de vida de 150 anos. Entre 1950 e 1968, essas conquistas foram imaginadas para o fim do século XX ou o início do século XXI por escritores de ficção científica e futurólogos como Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Ray Bradbury, Philip K. Dick, Herman Kahn ou Anthony Wiener. O ex-astronauta americano Edwin “Buzz” Aldrin resumiu bem a decepção com a tecnologia atual em novembro passado: “Eles me prometeram colônias em Marte, em vez disso eu tenho Facebook”.

        Pode-se argumentar que a decepção manifestada por Aldrin se deve às previsões exageradas, e não às invenções atuais. Vale, então, compará-las a criações revolucionárias de períodos anteriores da história. Com poucos anos de intervalo, apareceram tecnologias como a caravela e a prensa (no século XV), a calculadora e a transfusão de sangue (século XVII), o telefone e a eletricidade residencial (século XIX), o avião a jato e a bomba atômica (século XX). Todas superam, em impacto, as invenções marcantes do século XXI – boa parte delas derivada do computador pessoal e da internet, duas crias do século passado. Com menos ironia e mais estatística do que Aldrin, pesquisadores começam a se perguntar: será que a humanidade sofre de uma crise criativa? O questionamento sobre a velocidade atual de inovação importa porque as inovações de ontem garantem o bem-estar de hoje. A humanidade vive mais e melhor, nossas crianças morrem menos, estudam mais e se alimentam melhor graças a períodos de inventividade que ocorreram décadas ou séculos atrás. Sem invenções de impacto, ficará mais difícil resolver problemas que ainda desafiam a humanidade, como mais de 1 bilhão de pessoas na pobreza, o aquecimento global ou a escassez de água potável...


1.       Liste de acordo com sua opinião, quais foram as 5 maiores  “tecnologias” já criadas durante nossa história e que tenham papel fundamental para nosso dia a dia. Apresente o por que da escolha delas.

2.       Imagine que você é um cientista, descreva um produto que criaria para nosso cotidiano, cite sua finalidade e importância para a sociedade.

3.       Qual a importância dos aparelhos tecnológicos para nós? Identifique os lados positivos e negativos destes avanços que passamos. Pense e escreva como seria nosso meio se não houvesse a tecnologia.

Um comentário:

  1. Com certeza, nenhuma dessas tecnologias pode ser considerada assim tão revolucionárias quanto a machadinha de pedra lascada, pois o que aparece de moderno hoje é resultado dessa descoberta tão revolucionária do passado.

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